Introdução
O capítulo 13, entre outros dá exemplos específicos de como a indústria
de investigação feminista explora o seu controlo sobre a investigação
publicando e disseminando estatísticas falsas e enganadoras. Estatísticas
que surgem sob a forma de combinação irónica de incompetência feminista,
da sua negligência desumana da verdade e da relutância cobarde de muitos
académicos não feministas em apurar a verdade arriscando as suas carreiras.
A única maneira de conter a sua máquina de propaganda é com coragem,
persistência, estudos imparciais e estatísticas rigorosas. Neutralizar
o mal com o bem. Há muito quem já o tenha tentado. Mas aqui aparece
a parte mais difícil, obter a verdade ultrapassando as feministas, burocratas
dominados, livreiros e editores que suprimam ou ignorem quaisquer dados
que não apoiem o ponto de vista feminista. Por exemplo, uma vez escrevi
à polícia neozelandesa a pedir detalhes das suas acções em caso de falsas
reclamações por categoria de crime envolvido. Responderam-me que não
possuíam tais estatísticas e que também não as iriam compilar para min,
nem permitiriam que eu tivesse acesso aos seus ficheiros para que eu
próprio as pudesse compilar.
Noutra ocasião, escrevi ao Ministério da Justiça neozelandês. A pedir
estatísticas sobre a frequência com que os pais obtém a tutela dos filhos
em tribunal, e recebi uma resposta igualmente negativa. Esta determinação
de querer encobrir estatísticas que possam ser relevantes para as necessidades
dos pais teve eco no correio electrónico seguinte que recebi de Robyn
Munro, do Ministério da Justiça neozelandês, em 12 de Novembro de 1999:
Em resposta à sua chamada telefónica de hoje de manhã: Infelizmente
não podemos fornecer-lhe informação detalhada sobre tutela ou direito
de visita decretados pelos tribunais. Possuímos informação sobre os
números de casos processados, mas que não está separada do modo como
pede. Foram processados no último ano 9068 casos de regulação de poder
paternal na Nova Zelândia. Lamento não poder ajudar mais. A informação
que procura não está organizada numa base nacional e não é do meu conhecimento
que os tribunais organizem esta informação deste modo.
Na Inglaterra
a situação é semelhante:
Infelizmente,
os números deixam de existir logo que revelam que os homens não são
os maus (Thomas, Not Guilty: In Defence of the Modern Man, London,
Weidenfeld and Nicholson, 1993, página 145).
Isto é feito tornando os dados indisponíveis, isto é, as estatísticas
previamente publicadas são removidas dos registos! O índice de estatísticas
dos Estados Unidos, por exemplo, costumava publicar estatísticas sobre
abuso de crianças por sexo dos seus autores. Como uma associação de
direitos de homens reclamou a sua divulgação, o governo decidiu que
o mundo não precisava de saber que a maioria dos autores de abuso de
crianças eram mulheres. Deste modo o ano de 1992 foi o último em que
estas estatísticas foram publicadas (Statistical Abstract of the
United States, 1992, Tabela Nº 301).
O GDI e o GEM
Das Conferências de Mulheres das Nações Unidas a documentos tais como
o Relatório das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Humano de 1995,
podemos ver que as feministas estao actualmente bem entrincheiradas
nas Nações Unidas. Pior, elas estão a usar a ONU para exportar o feminismo
ocidental para o resto do mundo.
Na página 73 do relatório de 1995 sobre desenvolvimento humano, por
exemplo, num capítulo sobre “medida da desigualdade entre os sexos por
simples medida de dados facilmente disponíveis”, elas propõem duas medidas:
a GDI ou Índice de Desenvolvimento Relativo dos Sexos (Gender-related
Development Index) e a GEM ou Medida do Poder Relativo dos Sexos
(Gender Empowerment Measure). O GDI é simplesmente uma adaptação
do índice já existente nas Nações Unidas, isto é, o HDI ou Índice de
Desenvolvimento Humano. O HDI atribuí a cada país uma posição de desenvolvimento
relativo de acordo com os salários, esperança de vida, e taxa de literacia
dos seus cidadãos e o número de pessoas envolvidas no sistema educativo.
De modo similar, o GDI dá a posição das mulheres dos países de acordo
com as remunerações relativas dos homens e das mulheres, esperança de
vida, literacia e números de pessoas envolvidas em sistemas de educação.
Claro que a esperança de vida é aqui a “pedra no sapato”, e as feministas
desejariam não ter que a incluir nos seus índices. Mas para fazerem
aceitar o seu GDI tiveram que atender a este compromisso.
Tiveram que lidar com o problema da propaganda à volta da esperança de
vida, já que as mulheres vivem mais que os homens em todos menos dois
países no mundo. Mas pelo menos estes estavam lá! Para desviar atenções
do problema da esperança de vida, Hillary Clinton fez um discurso lamentando
que a esperança de vida das mulheres estivesse abaixo da dos homens
em dois países do Sul asiático quando os visitou. Isto foi o ponto de
partida para o que planearam de seguida.
Primeiro as feministas das Nações Unidas arranjaram um truque estatístico:
estabeleceram artificialmente uma esperança máxima de vida das mulheres
cinco anos acima da dos homens, e uma igualmente artificial esperança
mínima de vida para as mulheres também cinco anos superior à dos homens.
Procederam, então ao “ajuste” dos seus dados, fizeram os seus cálculos
e estabeleceram as suas pontuações nesta base. Mas não serão as diferenças
relevantes? Deverão elas ficar escondidas sob esta artimanha? Como justificação
para este golpe de esperteza, afirmaram:
Há de
facto forte evidência de que o potencial máximo de esperança de vida
para as mulheres é maior do que para os homens, para os mesmos cuidados,
incluindo cuidados de saúde e facilidades nutricionais.
Citam os trabalhos relativamente antigos dumas escritoras (Holden 1987
e Waldron 1983) desta linha. Na mesma página, continuam afirmando:
O potencial para uma mais alta esperança de vida das mulheres é também
antecipado por previsões demográficas. Para o ano 2050, por exemplo,
a esperança de vida nos países industrializados está prevista ser 87,5
anos para as mulheres e 82,5 anos para os homens ...
Isto demonstra como as mulheres não têm que ser competentes para se manterem
num cargo num ambiente politicamente correcto. Não é o potencial de
esperança de vida das pessoas que tem que ser antecipado por previsões
demográficas, mas a sua esperança de vida actual. Se o objectivo é predizer
a evolução actual dos acontecimentos de forma tão exacta quanto humanamente
possível, nenhum demógrafo será tão pouco inteligente que faça previsões
com base em potenciais.
Para além do mais, Vallin (1995) tem um ponto de vista contrário quanto
às causas da diferença actual de esperança de vida entre homens e mulheres:
Durante
muitos anos, a maioria dos autores concordou em que as diferenças de
papeis sociais entre homens e mulheres e outros factores relacionados
constituíam a principal causa da sua desigualdade perante a morte (página
178).
Se a
diferença entre esperanças de vida entre homens e mulheres é de facto
consequência das diferenças entre os seus papeis sociais, então as feministas
não deverão esconder o facto através de jogos de números. Há algumas
teorias (ver Kirkwod, 1999) de que as mulheres vivem mais que os homens,
devido à necessidade da sociedade assegurar os cuidados primários das
crianças até que estas atinjam a maturidade. Isto é uma especulação
tanto mais que, particularmente até aos recentes desenvolvimentos das
práticas higiénicas, por volta do início do século 20, as mulheres morriam
primeiro que os homens sendo a paternidade assegurada pelo pai.
Seguidamente,
as feministas da ONU apareceram com a Medida do Poder Relativo dos Sexos
(GEM), um índice completamente novo que não têm inconvenientes como
a esperança de vida. Esta medida compara homens e mulheres de acordo
com:
1. O
número de lugares ocupados por elas no parlamento;
2. As proporções de mulheres em lugares administrativos;
3. Salários.
Este
índice é arbitrário, politicamente motivado e criado exclusivamente
com o objectivo de demonstrar que as mulheres são “oprimidas”, e merecem
simpatia, atenção política e verbas. Dizer que o GEM é tendencioso é
um favor que se lhe faz.
Conclusão
Os movimentos de homens ou pais fariam bem em propor o seu Índice de Poder
Relativo dos Sexos, o qual compararia homens e mulheres de acordo com:
1.
A sua proporção no eleitorado;
2.
As suas proporções nos meios de comunicação social;
3.
A sua esperança de vida;
4.
As suas proporções em que recebem a tutela dos filhos na separação ou
divórcio;
5.
Proporção em que beneficiam de cuidados de saúde e de assistência social
(incluindo subsídios de único pai, investigação, publicidade, prevenção
e tratamentos relacionados com doenças sexuais)
6.
A sua proporção nas taxas de morte por suicídio;
7.
Suas proporções em burocracias;
8.
Suas proporções na população prisional;
9.
Suas proporções na participação em guerras;
10. Suas proporções no recrutamento militar;
11. Sua capacidade de determinar se as suas crianças devem ser abortadas;
12. Taxas de circuncisão feminina e masculina;
13. Existência ou não de Ministérios dos Assuntos dos Homens e Ministérios
dos Assuntos das Mulheres.
Certamente que isto é como evocar uma revolta política enfurecida nas
feministas, mas deverá ela deter-nos?
Consideremos a França, onde os homens cometem três vezes mais suicídio
que as mulheres, e os suicídios masculinos aumentaram 35% desde 1974
enquanto a taxa de suicídio feminino permaneceu constante no mesmo período(1).
Os homens não cometem suicídio em números cada vez maiores por estarem
a conduzir a sociedade em seu benefício e oprimirem as mulheres! Se
assim fosse, as mulheres cometeriam mais suicídio e morreriam em idades
mais jovens.
A indústria de investigação feminista tem explorado o seu monopólio
de investigação em questões de diferenças entre os sexos através da
publicação e disseminação de estatísticas talhadas à medida dos seus
objectivos políticos. É difícil obter estatísticas que suportem os pontos
de vista masculinos visto que as burocracias ocidentais dominadas pelas
feministas não vêem necessidade de colher ou publicar estatísticas sobre
estes assuntos. Ainda por cima, as universidades têm receio de investigar
estes tópicos, sendo muitas vezes os seus órgãos dirigentes censores
dos projectos de investigação, afim de precaver o aparecimento de resultados
pró-masculinos.
É uma guerra de informação e os movimentos de homens e pais devem ver
o conhecimento e os dados como armas no esclarecimento das massas. Deveremos,
portanto, fazer cerco contra as mentiras, bombardear os meios de comunicação
social com salvas de factos até que nos seus ouvidos se ouça o zumbido
da verdade, e bombardear os arsenais das mentiras feministas, isto é,
as universidades e as burocracias governamentais. Não queremos mais
mentiras, não queremos mais meias verdades, não queremos mais caça às
bruxas.